quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Química orgânica - O surgimento da vida


O surgimento da vida
Inicialmente, os planetas, inclusive a Terra, apresentavam uma atmosfera primária, formadas por átomos de hélio e moléculas de gás hidrogênio. Devido aos movimentos violentos dos ventos solares, essa atmosfera foi dispersada. Assim, a Terra perdeu a sua primeira atmosfera, mas com os gases liberados  a partir do interior do planeta, formou – se , há apenas um bilhão e meio de anos, uma nova atmosfera formada por vapor de água, metano , amônia e gás hidrogênio.
O sol fornecia luz e calor, a chuva caía abundantemente, acompanhada de raios, e os materiais radioativos emitiam radiações, liberando, assim, mais energia para a atmosfera. Nesse ambiente caótico, com pouco ou nenhum oxigênio, ocorreram reações orgânicas que permitiram o aparecimento das primeiras moléculas orgânicas. O termo aqui orgânico está relacionado com as substâncias relacionadas com os organismos vivos (termo considerado até o início do século XIX).
Na década de 1950, Stanley Lloyd Miller, na Universidade de Chigaco (EUA), realizou um experimento simulando como seriam as condições da atmosfera terrestre há 1,5 bilhão e meio de anos atrás. Ele submeteu a mistura de gases atmosféricos (CH4, NH3, H2) e vapor de água a descargas elétricas. Ao fim do experimento ele verificou a formação de aminoácidos, como as glicina e a alanina.
Os aminoácidos originaram as proteínas, os formaldeídos os açucares que por sua vez originaram as purinas e pirimidinas e deram origem às moléculas de DNA, que contém as informações genéticas de todos os  seres vivos da Terra inclusive o homem.
Os primórdios da química orgânica
Originalmente proposta em 1777 pelo químico sueco Torbern Olof Bergman, a química orgânica foi primeiramente definida como um ramo químico que estudava os compostos extraídos dos organismos vivos, contrastando com a química inorgânica, que tratava dos compostos existentes no então chamado "reino mineral". Em 1807, foi formulada a teoria da força vital por Jöns Jacob Berzelius. Ela baseava-se na ideia de que os compostos orgânicos precisavam de uma força maior — a vida — para serem sintetizados, tratando como impossível a síntese artificial desses compostos.
No entanto, em 1828, Friedrich Wöhler, discípulo de Berzelius, a partir do aquecimento de cianato de amônio, produziu a ureia, composto existente na urina animal. Isto é, Wöhler demonstrou ser possível a síntese de um composto orgânico, a ureia, a partir de um composto inorgânico, o cianato de amônio
           
 Tal processo ficou conhecido como síntese de Wöhler e, com essa descoberta, a teoria da força vital perdeu força. Devido à inadequação da definição de Bergman para a química orgânica, o químico alemão Friedrich August Kekulé propôs, em 1858, a definição aceita atualmente:
"Química orgânica é o ramo da química que estuda os compostos do carbono."

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